Sucessão e cisão familiar
A geração seguinte assume, ou os ramos separam-se. É preciso avaliar, dividir e desenhar a governança de cada estrutura resultante — sem parar as operações.
Sucessão familiar · Governança societária · Pareceres de valor
II · Conceito e especialidades
Intervenção onde a decisão é tomada. Hoje, sobretudo em conselhos de administração e comitês de investimento; e, quando a operação o justifica, na mesa de negociação.
Posicionamento
Assessor especializado em reorganizações empresariais complexas — as que têm, ao mesmo tempo, um problema financeiro, um problema societário e um problema de operação, e em que resolver um sem os outros não resolve nada.
O método é o mesmo em qualquer mandato: identificar o problema real por trás do problema declarado, desenhar a solução que a operação consegue cumprir e conduzir a negociação até o acordo. O problema declarado é quase sempre o sintoma mais visível, raramente o que decide o desfecho.
Alia conhecimento de estratégia e de finanças corporativas a relações de longa data com bancos, credores, investidores nacionais e estrangeiros, fundos de private equity e famílias empresárias no Brasil e em Portugal.
O mandato termina no fechamento, não na entrega do parecer. Nas operações de maior dimensão a função é de coordenação, com uma casa parceira assegurando equipe e execução; nas de menor volume de trabalho, ainda que de maior complexidade, a condução é integralmente própria.
Uma operação decide-se em três ou quatro momentos. O mandato é estar presente nesses.
Indústria e infraestruturas · agronegócio · energia · imobiliário · serviços financeiros · consumo e mídia. Lista indicativa dos setores em que há histórico, não de limitação: não há setores excluídos por princípio.
Brasil e Portugal — mandatos transfronteiriços em múltiplas moedas e jurisdições
Acionistas e famílias · conselhos · credores e bancos · fundos e investidores institucionais · reguladores
Origem dos mandatos
Cinco situações concretas. Em todas, a decisão é societária antes de ser técnica — e é por isso que chega a um conselho. Cada uma aponta para as especialidades que convoca.
A geração seguinte assume, ou os ramos separam-se. É preciso avaliar, dividir e desenhar a governança de cada estrutura resultante — sem parar as operações.
Sucessão familiar · Governança societária · Pareceres de valor
O passivo deixou de ser compatível com o que o ativo gera. Reajustar a dívida à capacidade real de caixa antes de a decisão passar para os credores.
Reestruturação financeira · Turnaround e gestão de crise · Assessoria a credores · Situações especiais e ativos ilíquidos
O acionista decide vender, no todo ou em parte. O valor depende menos do preço anunciado do que da estrutura, das garantias e do que fica por resolver.
Desinvestimentos e vendas · Fusões e aquisições · Pareceres de valor
É preciso capital novo. O que se negocia não é só o preço: são os direitos, a saída e o que acontece se as coisas correrem mal.
Monetização de ativos e IPO · Joint ventures e parcerias · Club deal e consórcios · Assessoria em real estate
Acionistas, credores, executivos e reguladores com interesses divergentes na mesma operação. Sem uma regra aceito por todos, nenhuma solução técnica se aguenta.
Negociações complexas · Governança societária · Assessoria a credores
Boa parte dos mandatos parte de uma situação de reestruturação — financeira, societária ou operacional. Nenhuma destas situações se resolve com a entrega de um relatório: resolve-se conduzindo a negociação até o acordo, e respondendo por ele depois.
O conceito
Quinze especialidades, em três linhas de serviço, mobilizadas isoladamente ou em conjunto. Um mandato de reestruturação convoca tipicamente quatro ou cinco delas em simultâneo — é essa combinação, e não cada especialidade isolada, que define a prática.
Assessoria estratégica
Reestruturação e situações especiais
Conselhos, acionistas e famílias
Especialidades
Especialidade 01
Aquisições conduzidas do primeiro contato ao fechamento — com o preço e a estrutura definidos antes de a negociação começar.
O que decide o resultado O limite de preço fixado antes de a negociação começar. Quem só o define na mesa já não o define.
Especialidade 02
A venda de uma empresa decide-se na preparação: quem se aborda, por que ordem e com que informação em cada fase.
O que decide o resultado A preparação do ativo antes de abrir o processo. Um ativo levado a mercado por organizar negocia-se sempre a desconto.
Especialidade 03
Desenho e negociação de parcerias societárias — do racional estratégico ao acordo que governa a relação entre os sócios.
O que decide o resultado As regras de saída, acordadas enquanto as partes ainda se entendem. É o que a parceria não previu que a desfaz.
Especialidade 04
Preparar a companhia e o acionista para o mercado — do lado do emitente, nunca do sindicato colocador.
O que decide o resultado Ter o dossiê pronto antes de a janela abrir. A janela abre e fecha; o material não se improvisa.
Especialidade 05
Dentro de um grupo industrial ou familiar, o imobiliário raramente é gerido como ativo autónomo — e quase sempre vale mais do que o balanço mostra.
O que decide o resultado Tratar o imóvel como ativo com retorno próprio. Enquanto for lido apenas como suporte da atividade que o ocupa, o seu valor não aparece em lado nenhum.
Especialidade 06
Reajustar o passivo à capacidade real de geração de caixa — e obter dos credores o tempo de que a operação precisa.
O que decide o resultado Um plano financeiro que a operação consiga cumprir. Sem isso, o reperfilamento é o mesmo problema adiado.
Especialidade 07
Quando o problema deixou de ser o balanço e passou a ser a operação — e alguém tem de estar no terreno todos os dias.
O que decide o resultado O diagnóstico operativo, não o financeiro. O passivo reajusta-se depressa; a operação que o há de servir, não.
Especialidade 08
Do outro lado da mesa: representar quem tem crédito a receber, dentro ou fora do tribunal.
O que decide o resultado Confiança. Uma posição sustentada e conservadora é o único modo de um credor voltar a acreditar em números que deixaram de ser cumpridos.
Especialidade 09
Ativos sem mercado organizado, cujo valor depende de quem os sabe avaliar e estruturar.
O que decide o resultado O preço de entrada. Num ativo ilíquido o retorno decide-se à entrada; a saída limita-se a confirmá-lo.
Especialidade 10
Organização de consórcios de investidores para abrigar e financiar operações que nenhum interveniente assume sozinho.
O que decide o resultado O alinhamento entre investidores antes de o veículo existir — horizonte, saída e o que acontece se for preciso mais capital.
Especialidade 11
Condução de processos negociais com múltiplas partes e interesses divergentes, até o acordo que os torna compatíveis.
O que decide o resultado Quem participa, que informação circula e o que acontece se não houver acordo — tudo decidido antes de se discutir números.
Especialidade 12
Um assento não é uma operação com começo e fim: é estar presente nas decisões que não se executam — e responder por elas de forma continuada.
O que decide o resultado Chegar à reunião com o dossiê lido e o parecer escrito. Um conselho decide com o que tem à frente — e quem prepara o que está à frente decide mais do que parece.
Especialidade 13
Desenho da estrutura societária, dos estatutos e do acordo de acionistas que sustentam a relação entre os sócios ao longo do tempo.
O que decide o resultado Partir de como a empresa é realmente gerida, não de um modelo. Governança transposta produz forma sem função.
Especialidade 14
Preparação e execução da transição patrimonial entre gerações, com a avaliação e a negociação intra-familiar que a tornam exequível.
O que decide o resultado As reuniões bilaterais, ramo a ramo, antes de qualquer mesa comum. É aí que as expectativas se ajustam e a partilha passa a ser sentida como justa.
Especialidade 15
Um conselho que delibera sobre uma transação com parte relacionada precisa de uma opinião que não seja a sua.
O que decide o resultado A independência ser demonstrável: honorário fixo, parâmetros explicitados e materiais versionados que resistam a escrutínio posterior.
O que se defende
Convicções que condicionam a forma como cada mandato é conduzido — e que se apresentam para serem discutidas, não para serem aceitos.
01
O erro mais frequente que se observa nos conselhos, em reestruturação, é decidir sobre um diagnóstico raso. O que costuma faltar não é informação financeira: é a compatibilização entre a componente financeira e a componente operativa. Um plano de reperfilamento que a operação não consegue cumprir não é uma solução — é o mesmo problema adiado, com menos margem e menos credibilidade junto dos credores.
02
Quando a estrutura de capital muda ao longo do horizonte — a regra em reestruturação, em aquisição alavancada e em qualquer operação com dívida variável — descontar o fluxo de caixa a um custo médio ponderado constante assume aquilo que devia demonstrar. O valor presente ajustado separa o valor da operação do valor do financiamento e mostra de onde vem, de fato, o valor.
03
Negociar com credores é, antes de tudo, restabelecer confiança. A posição apresentada tem de ser sustentada e conservadora — é o único modo de um credor voltar a acreditar nos números de quem deixou de os cumprir. E é por vir de um terceiro independente, sem interesse no desfecho, que o documento consegue produzir esse efeito.
04
Modelos de governança copiados de outra empresa, ou de um manual, falham por não corresponderem à realidade operativa concreta nem ao histórico de gestão. Um conselho com competências que a empresa não usa, ou comitês que duplicam decisões já tomadas em outro lugar, produzem forma sem função. A governança desenha-se a partir de como a empresa é gerida — e de quem a geriu até aqui.
A raiz acadêmica destas posições, e os artigos que as sustentam, estão em Formação e pesquisa.